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Olá, escritores!
Um novo ano se aproxima e é hora de colocar leitura em dia, já que todo bom escritor deve ler e continuar aprendendo cada vez sobre o mundo da escrita. É por esse motivo que nós fizemos uma lista de livros que poderão ajudar você em 2022. Vamos lá!
- A arte da ficção, de David Lodge - A arte de escrever, de Arthur Schopenhauer
- A Bíblia do Escritor. Ferramentas Práticas Para Guiar o Escritor no Trabalho de Criação, de Alexandre Lobão
- A jornada do escritor, de Christopher Vogler
- A história secreta da criatividade, de Kevin Ashton
- Como contar um conto, de Gabriel García Márquez
- Como escrever diálogos, de Silvia Adela Kohan
- Como funciona a ficção, de James Wood
- Como narrar uma história, de Silvia Adela Kohan
- Como melhorar um texto literário, de Lola Sabarich e Felipe Dintel
- Criatividade Empática, de Bia Lombardi
- Crônicas para jovens: de escrita e vida, de Clarice Lispector
- Escrever melhor (guia para passar os textos a limpo), de Dad Squarisi e Arlete Salvador
- Escrever para crianças, de Silvia Adela Kohan
- Escrever para não enlouquecer, de Charles Bukoswki
- Figuras III, de Gérard Genette
- Limites da interpretação, de Umberto Eco
- O foco narrativo, de Ligia Chiappini Moraes Leite
- O romancista ingênuo e o sentimental, de Orhan Pamuk
- Os segredos da criatividade, de Silvia Adela Kohan
- O texto e a construção dos sentidos, de Ingedore Villaça Koch
- O texto nu, de Zemaria Pinto
- Os Segredos da Ficção, de Raimundo Carrero
- Para ser escritor, de Charles Kiefer
- Pense como um artista, de Will Gompertz
- Roube como um artista, de Austin Kleon
- The artist's way, de Julia Cameron
- The war of art, de Steven Pressfield
E você, já leu algum desses livros? Tem algum para recomendar?
Imagem sob licença Creative Commons por StockSnap
Diagramar um livro inclui mais que escolher o tipo de letra e ajustar as margens antes de fechar o arquivo para subir na plataforma ou enviar para a gráfica. Esse processo também envolve ter em conta a melhor experiência do leitor enquanto realiza a leitura, um livro com letra muito pequena pode ser muito difícil de ler, um espaçamento simples pode fazer com que seja mais fácil de confundir as linhas e por isso é importante saber quem é o nosso público alvo. Assim, podendo fazer a melhor escolha para que esses leitores possam ler da maneira mais confortável possível.
Ao fazer um livro infantil, é importante definir qual é a idade do pública alvo, já que dependendo do nível de escolaridade as crianças podem ter mais facilidade ou mais dificuldade ao ler um livro com “configurações padrão”.
Tamanho da fonte:
Geralmente os livros infantis trabalham com tamanhos entre 12 a 18, quanto maior a letra, mais fácil a identificação dos símbolos gráficos para interpretar as palavras. Porém, reforçamos que é importante ter em conta a idade, por exemplo, crianças de 10-11 anos podem se sentir incomodadas com letras tão grandes.
É importante entender que crianças no início do processo de alfabetização ainda não tomam a palavra como um todo, mas ainda realizam o reconhecimento de letra por letra. De acordo com pesquisas da Teoria da Gestalt, nós interpretamos a palavra como algo só, um todo, e nosso cérebro preenche qualquer lacuna que falte ou até mesmo faz com que seja possível ler sem problemas uma palavra com letras invertidas, como no exemplo abaixo.
Como explica o psicólogo Alexandre Bortoletto de Programação Neurolinguística: “Desde a nossa formação, o cérebro é uma máquina de aprender. Ele já aprendeu onde estão as letras. Ele já sabe que aquele desenho [da palavra] corresponde a algo que ele já conhece, então ele vai preenchendo as lacunas”.
De acordo com Burt (1959, apud Coutinho, 2006) os parâmetros tipográficos mais recomendados para livros infantis são:
Uso das fontes
De acordo com o Designer Paulo Heitlingler, é recomendado usar o mesmo tipo de fonte no corpo do texto, já que esse uso exclusivo pode ajudar em casos de dislexia e também fazer com que as crianças foquem melhor a sua atenção.
Segundo as pesquisas de Miranda e Vasconcelos, o uso de diversos tipos de letras com serifa e sem serifa, além de uso de caixa alta, itálico e outras variações gráficas não apresentam fins pedagógicos já que não auxiliam a leitura dos textos tento em conta a legibilidade. O que não significa que você não possa usar esses recursos, já que muitos deles chamam a atenção do leitor, mas sim ter cuidado na hora de escolher onde utilizar esse tipo de letra.
Espaçamento
Em livros infantis é recomendado utilizar espaçamentos maiores, tanto entre linhas quanto entre palavras. Para que a leitura seja mais fluída, eles precisam de um espaçamento consistente. Podendo partir desde 1,5 a duplo.
Orientação do texto e quebras: no caso dos livros infantis, a configuração justificada deve ser usada somente se for absolutamente necessária. Existe uma preferência inicial por texto com orientação à esquerda, sem divisão de palavras já que quebram o ritmo de leitura para as crianças. Também é importante que a quebra de linha ocorra de acordo com o sentido da frase. A partir do 3º ano, o texto já passa a ser justificado e com separações silábicas assemelhando-se aos livros de adultos.
Escolha da tipografia
No mundo da diagramação existem diferentes fontes diferente, mas algumas delas são mais recomendadas para livros infantis que melhoram a legibilidade, esse tipo de fonte pode ser chamado de caracteres infantis.
Fontes desenvolvidas especialmente de acordo com as preferências dos professores das escolas primárias são: Century educational e Gill Schoolbook. É possível também utilizar outras fontes, porém é importante ressaltar que exista uma diferença entre as letras a, o e g para não confundir a leitura.
Como é no caso da fonte Avant Garde Gothic que não possui essa diferença.
Com serifa ou sem serifa?
Existe um debate grande sobre o uso de letras com serifa e sem serifa. De acordo com pesquisadores, o uso da serifa facilita a identificação de letras evitando confusões e espelhamentos que ocorrem na escrita infantil, além de guiar a leitura corrida. Porém, existem outras pesquisas que apontam que as letras sem serifa se assemelham mais ao tipo de letra manual que as crianças utilizam no seu dia-a-dia no processo de alfabetização.
De acordo com uma pesquisa realizada por editores e designers da Oxford University Press, utilizando a fonte Century (com serifa) e a fonte Gill Sans (sem serifa), foi demonstrado que as crianças preferiram a fonte sem serifa porque demonstravam uma maior qualidade visual, apresentando fontes mais “limpas”.
Algumas fontes sem serifas recomendadas:
Para crianças a partir dos 7-8 anos, já é possível existir uma variação de livros com serifa ou sem serifa, já que outros estudos como o de Gérard e Rogiers (1998) apontam que a presença ou ausência de letras com serifa não apresentou um efeito significante na leitura.
Vocês podem encontrar mais informações sobre a produção de um livro infantil na dissertação “Tipografia para livro de literatura infantil: desenvolvimento de um guia com recomendações tipográficas para para designers“: https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/26092
E você, tem uma letra favorita para livros infantis? Você já reparou nas letras dos livros infantis que leu?
Imagem sob licença Creative Commons por cbaquiran
Olá, escritores!
Estamos em mês de comemoração, porque dia 4 de maio o Projeto completou 6 anos de existência! Estamos muito orgulhosas de tudo aquilo que conquistamos ao longo desses anos e da quantidade de pessoas que conseguimos ajudar. Queremos também agradecer a todos que nos acompanharam desde o princípio e aqueles que acabaram de chegar, porque sem vocês, o Projeto não estaria aqui firme e forte.
E é por isso que trouxemos para vocês, 6 curiosidades sobre o Projeto!
1. Nunca nos vimos pessoalmente.
O Projeto foi criado por três mulheres (Ane Venâncio, Ayumi Teruya e Fernanda Rodrigues), porém, atualmente cada uma vive em um lugar diferente fazendo com que um encontro delas ao longo desses seis anos fosse impossível. A Ane está no Mato Grosso, a Ayumi em Buenos Aires e a Fernanda em São Paulo. As únicas que já se encontraram pessoalmente foram a Ayumi e a Fernanda quando ela veio para Buenos Aires.
2. A equipe do Projeto se armou sozinha.
Para quem não sabe, o Projeto nasceu quando um grupo de blogueiras, que gostavam de escrever, se juntaram para lutar contra o bloqueio criativo e compartilhar a escrita. A Ayumi armou o grupo e logo a Fernanda entrou em contato oferecendo para fazer algumas imagens e propostas de atividades, além de como poderíamos fazer o grupo funcionar, logo entramos em contato com a Ane depois de uma proposta dela sobre um projeto de livro coletivo, ela também se ofereceu para colaborar com as imagens. Ou seja, nenhuma das três se conhecia e foram elas que se voluntariaram para organizar o grupo para que ele se transformasse no que é hoje, fazendo com que a conformação das moderadoras do grupo se desse de forma natural.
3. O Projeto quase foi plagiado.
No ano de 2017 a Fernanda encontrou um selo em um blog que era igual ao selo do Projeto que usávamos naquele momento, a Ayumi pesquisou a fundo e encontrou evidencias de uma pessoa que havia entrado em contato com a equipe, dizendo que a fonte que usávamos no selo era muito linda e queria saber qual era. A pessoa estava participando do Projeto e havia criado um grupo como o nosso, com as mesmas propostas e logo. Entramos em contato, ela nunca respondeu. Nós não estávamos em contra a pessoa criar um grupo que estimulasse a criatividade ou que também tivesse propostas de escrita, aliás, existem vários grupos assim e acreditamos que quanto mais melhor, o que nos preocupou foi que a pessoa usou toda a nossa identidade visual.
Imagem encontrada no blog da dona do grupo Projeto Escrita Coletiva
Nosso logo antigo
4. Participantes internacionais.
No início a maioria dos acessos das redes sociais se limitavam ao Brasil, com o passar do tempo fomos recebendo integrantes de diferentes países de fala portuguesa, como: Portugal, Angola, Moçambique; além de outros integrantes brasileiros que viviam no exterior.
5. A falta de atenção é um problema constante.
O Projeto tenta ao máximo oferecer informações e indicações claras, seja em vídeos ou em publicações escritas. No blog, existe a aba “sobre”, “como participar” e várias outras para auxiliar os escritores, também temos o vídeo explicativo no canal, porém, ainda continuamos recebendo mensagens de pessoas que não sabem como participar ou que não conseguiram “encontrar a informação em nenhum lugar”, respondemos sempre e também enviamos as indicações dessas instruções e o vídeo do Projeto.
No vídeo de diagramação colocamos um comentário fixado sobre o travessão, já que por muito tempo recebemos comentários sobre o uso dele. No comentário fixado explicamos e indicamos diferentes formar de fazer com a intenção de diminuir esses comentários já que está tudo especificado ali, porém continuamos recebendo comentário sobre o mesmo tema.
Outra coisa que acontece por falta de atenção, é a escrita do nome da Ayumi. Já recebemos vários e-mails de pessoas pedindo orçamento ou até mesmo comentários com diferentes variações, mesmo quando o nome dela aparece nas descrições dos vídeos, às vezes em títulos e na própria assinatura do e-mail do Projeto.
Algumas variações: Yumi, a Yumi, Aiumi, Iumi, Ayume, Aiume, Iumi, Ume, Aimi.
6. O Cara de Bigode.
Esse personagem presente nos vídeos do Youtube surgiu de maneira espontânea e sem planejamento como um alívio cômico para os vídeos. O Cara de Bigode representa aquele autor que está em fase de aprendizagem, aquele que ainda precisa aprender muito antes de publicar o livro e entender a importância de cada processo. Hoje em dia, é considerado como uma “piada interna” dos participantes do projeto.
Como um presente para vocês, deixamos aqui alguns posters do Cara de Bigode!
Queremos agradecer vocês mais uma vez por nos acompanharem e fazerem parte do Projeto! Esperamos continuar por aqui por bastante tempo, sempre ajudando vocês e trazendo novidades.
Todos nós já seguramos um livro em nossas mãos, mas será que realmente entendemos cada parte do processo até a publicação e todas as decisões tomadas pelo escritor e pela editora? Quais são os limites de uma publicação editorial? Existe um formato exigido ou podemos inovar?
Muitos escritores independentes podem ver-se limitados a determinados moldes de gráficas ou plataformas, mas isso não significa que o seu livro deva ser assim. Pode dar mais trabalho, talvez você deva gastar um pouco mais para sair dos moldes ou até mesmo buscar outras formas de impressão, mas se o seu sonho é ter um livro único, nada é impossível se você pesquisar bem e usar os materiais certos.
Dia 18 de fevereiro participei da aula “Produção gráfica aplicada em 10 livros” da Sala Tatuí e eles apresentaram livros com diferentes temáticas, cada um com o seu toque especial e objetivo único, todos de uma criatividade para se surpreender! Sem falar na produção artesanal de alguns deles. A aula realmente foi maravilhosa e te deixa com um gostinho de quero mais.
Hoje vamos conhecer esses onze livros e demonstrar que não existem limites para a realização do seu sonho se você planejar e usar o material correto.
Inunda – Conde Baltazar
Um livro de um trabalho artesanal belíssimo realizado pela Editora Caderno Listrado, pelo escritor Conde Baltazar e o designer Jaime Silveira.
Conta com impressões em serigrafia vinho, capa dura revestida em tecido com serigrafia e tipografia, além disso, o trabalho manual de colar todas as 60 imagens sobre os textos.
Esse livro possui ilustrações sobre os textos o que tornam a leitura mais interativa, ficando à escolha do leitor de descobrir o que há por trás de cada arte, assim podendo ser interpretado de duas maneiras: desde os textos ou das imagens.
A proposta é muito interessante, já que faz o leitor explorar cada detalhe do livro, não somente disfrutando a leitura.
Pertencente à Edição Catador, “O Ministério da Saúde se diverte” é um zine ilustrado com 30 cromos coloridos para você colecionar e colar, além de mais de “4.700 substâncias tóxicas”.
É um livro interativo que traz uma crítica para as pessoas que fumam, já que as imagens colecionáveis são justamente as imagens que aparecem na parte de trás das embalagens das caixas de cigarro.
É interessante ver como puderam combinar uma crítica tão importante com algo tão comum que está presente desde a nossa infância que é o álbum de figurinhas, e também a ideia de colecionar algo.
Este livro é um poema visual que conta a breve história de um espirro. Encadernado em wire-o (como caderno), com interior offset colorido e com imagens sequenciais que seguem desde o sorriso na capa até uma última imagem de mesmo ângulo de um espirro.
É interessante ver como o livro trabalha com imagens e palavras para ilustrar algo tão simples quanto um espirro, além disso, o uso dos materiais acaba sendo perfeito para a proposta.
Zine realizado com a técnica da dobra infinita que registra o jogo histórico da Alemanha contra o Brasil na Copa do Mundo de 2014. Recriado em um trabalho de lettering manual.
A proposta do livro é muito interessante, já que a dobra infinita dá a sensação de que a leitura nunca termina, assim como os intermináveis gritos de “gol” que continuam ressoando na memória do povo brasileiro. Basicamente, é o leitor que deve decidir quando a “tortura” termina.
É um livro de fotografias que procura tornar compreensível o culto, a história e o dia a dia no vale do Matutu, onde a Ayahuasca é a bebida (alucinógena) fundamental da doutrina, assim retratando como essa experiência o afetou.
É uma edição belíssima, começando pela capa em baixo relevo e hotstamp com efeito metalizado. Esse livro contém a lombada exposta para deixar o livro plano ao abrir e assim proporcionar uma melhor visualização das fotografias. Além disso, as bordas do livro são cobertas por uma lâmina dourada. Uma verdadeira obra de arte.
A última coisa que você pensa ao produzir um livro é jogar fogos de artifício sobre ele. Reza nos traz uma proposta completamente diferente, onde o desenho foi pensado a partir dos sentimentos gerados pela memória de um homem: “excluído de si, meu avô nasceu dentro de mim, no interior da Bahia. Sua história em branco, passado fumaça, etéreo. Nuvem esparsa”. Com um lindo trabalho feito a lazer para escrever o nome do livro e fazer os detalhes de queimado na capa.
Essa ideia de “história em branco”, “passado fumaça” que está presente na sinopse do livro é literalmente transmitido a través do projeto gráfico do livro. Onde as páginas brancas possuem letras brancas difíceis de enxergar por ser uma história em branco, um passado a ponto de desaparecer. E a fumaça está ali, sob os efeitos dos fogos de artifício, que além de marcarem aquelas páginas, também devem marcar as experiências na pele do avô do escritor.
Realmente uma genialidade que transmite não só as dificuldades e caminhadas de uma pessoa na escrita, mas também na experiência da leitura. Sem falar que cada exemplar é único, já que não existem dois efeitos iguais feitos pelos fogos de artifício.
Livro em inglês que conta a história da principal vestimenta da Índia, ele vem dobrado como se fosse o tecido que essas mulheres usam, além de estar pendurado em um cabide que justamente passa essa ideia.
Ao ler, você está literalmente “unfolding” (desdobrando) esse decido além de descobrir mais sobre a sua importância e história para essa cultura. Um trabalho muito criativo que envolve toda uma experiência de leitura ao trazer algo comum para o mundo dos livros.
Uma produção muito interessante, principalmente pelos materiais usados na capa para fazer esse efeito de O. Como indicado na aula, o papel preto é feito de um material especial que contém piche e é à prova d’água, usado geralmente para proteger objetos quando você faz importações, combinado com um papel parafinado mais fino como vocês podem ver nas fotos abaixo.
A proposta do livro chama a atenção porque o formato O pode ser muito versátil e a maneira como ele aparece durante o livro traz imagens sem serem realmente ilustrações. Como eles mesmo explicam: “A estrutura usada para o conteúdo visual é ocupada exclusivamente com conteúdo verbal”.
Esse livro é uma grande paródia daqueles manuais de instrução da Ikea (que são conhecidos por nunca funcionarem bem ou virem com peças que sobram). Aqui o autor conta como foi a criação do nosso mundo com essas mesmas instruções, além de vir com uma peça que nós não sabemos bem para que serve.
Cheio de sátiras e críticas, parece ser uma leitura leve e divertida. É importante destacar que o livro vem envolvido em um plástico assim como todos os manuais de montar móveis.
É um livro composto por doze páginas onde dez elas possuem bordados feitos à mão, além de frases curtas e imagens que formam um conjunto com o bordado.
Esse livro possui uma encadernação com grampos e as folhas internas são bem grossas. Uma verdadeira obra de arte e um trabalho manual muito bonito onde o bordado termina de completas as nossas máscaras.
Acredito que com todos esses exemplos mostrados de maneira maravilhosa pela Cecília Arbolave na aula da Sala Tatuí, e de maneira resumida nesse post do Projeto. Demonstram que um livro pode ser muito mais do que apenas páginas coladas ou costuradas em uma capa couché, aqui entendemos que ler um livro também mexe com a experiência do leitor, a maneira como ele experimenta essa leitura, se e algo mais comum como conhecemos ou se existe outro tipo de relação que temos que estabelecer, seja dobrando e desdobrando, esforçando um pouco a vista para ver letras brancas sobre um papel branco ou até mesmo manuseando partes internas do livro para conseguir ler.
Não existem limites para a publicação, é só procurar as ferramentas e materiais necessários. E você, conhece algum livro criativo ou artesanal para recomendar para a gente?
Projeto Escrita Criativa nasceu em 2015 com o objetivo de reunir blogueiros e novos escritores, para exercitarem a sua criatividade no papel. Para conhecer a equipe, clique aqui.
Quer escrever, mas se sente perdido? Não sabe bem por onde começar? Escreveu e não sabe o que fazer com o texto? Pois bem, fizemos uma espécie de mapa que pode lhe ajudar nesta missão. Vamos lá?
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